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9 DICAS PARA CRIAR RELACIONAMENTOS POSITIVOS COM OS COLEGAS DE TRABALHO



Neste aqui falarei sobre a importância de criar relaconamentos positivos e saudáveis no local de trabalho, afinal, é neste espaço que passamos a maior parte do nosso dia.


E lá vão as dicas:

1 reserve tempo para ouvir


perceba que muitas vezes trabalhar tranquilo e sossegado parece um momento distante. Sempre tem um colega que sai da mesa ou da sala dele para ir conversar com você. Reservar um tempo para ouvir não significa ser obrigado a ter que dar atenção a eles todas as vezes que você é demandado, pois isso pode prejudicar o seu rendimento e produtividade. Não tenha receio de falar que agora não pode dar atenção, isso é algo cultural. Todas as vezes que você não puder, fale com educação e gentileza, mas com firmeza. Assim, o outro saberá que nem sempre você estará disponível. E aprenderá algo com essa lição. É melhor ser sincero do que colocar fone no ouvido, fazer alguma indelicadeza para mostrar que está ocupado, enfim.

2 mostre respeito, entenda que diferentes formações e maneira distintas de ver problemas e situações conduzem a ideias criativas


eu sei que é muito bom quando as pessoas concordam com o que falamos ou da maneira que agimos. Mas nem sempre a discordância do outro é algo ruim, podemos aprender a olhar por diferentes pontos de vista, isso é uma forma de aprender.

3 comunique-se claramente


já falamos da importância dessa competência, a assertividade e a clareza são irmãos do sucesso comunicativo.

4 esforce-se para ser agradável e positivo, não se lamente ou reclame


você gosta de estar ao lado de pessoas que só falam em doença? Eu não suporto. Você gosta de estar perto de pessoas que vivem fofocando, falando mal de outras pessoas? Se lamentando, reclamando, pessimistas? Eu evito estar próxima dessas pessoas. É uma energia que não quero para mim. No senso comum, nós gostamos de pessoas agradáveis, positivas, calmas, gentis e nos espelhamos em pessoas vitoriosas, é verdade ou não? Então, caso queira conectar pessoas, tente e se esforce para ser agradável.

5 aceite as críticas como construtivas e tente aprender com elas


críticas são sempre bem vindas, desde que faladas no momento certo, no tom certo e usando as palavras certas. E quando recebemos críticas, precisamos no mínimo refletir sobre elas. Não julgar de onde partiram. Se ficarmos na defesa, julgando a pessoa que fez a crítica, repare: iremos esquecer da crítica e nos concentrar em devolver a crítica e não aprendemos com ela. Também não estou aqui dizendo que é fácil. Mas algumastêm boa intenção sim e não podemos perder a oportunidade de aprender com o feedback.

6 não critique, mas quando der uma resposta corretiva, foque no comportamento, não na pessoa


isso é super difícil. Normalmente a tendência natural é criticar a pessoa não o comportamento. Mas é um exercício que precisamos tentar.

7 evite julgar, em vez disso tente entender as outras pessoas


no Coaching aprendemos a baixar o julgamento, já falei sobre isso em outro capítulo. Baixar o julgamento é entender o outro a partir do mapa mental dele e não do nosso.

8 lembre-se que seu modo de ver as coisas não é a única abordagem válida


tem uma máxima que diz “você quer ter sempre razão ou ser feliz?” No afã de ter sempre razão muitas vezes saímos de conversas argumentando, argumentando, sem ouvir uma palavra do que o outro disse, mas pensando na resposta para sair vitorioso da questão. Eu ouvi um termo uma vez: “escutatória”, achei engraçado. As pessoas treinam muito a oratória e deveriam treinar a escutatória, gostei dessa ideia.

9 elogie e cumprimente os colegas quando eles realizarem um bom trabalho e não leve os créditos pelo sucesso deles


acho de suma importância elogiar. Sempre elogio as pessoas com evidências que mostram porque estão merecendo esse elogio. Já falei sobre feedback positivo em outro capítulo. Perceba como nós ficamos após receber um elogio, sempre sorrimos, ainda que envergonhados. Isso é reconhecimento, esse comportamento é extremamente positivo.

Ciletti (2013, p. 100) indica 11 dicas para criar relacionamentos positivos com o supervisor:

1 descubra o que seu chefe espera de você e faça o melhor possível, 2 não incomode seu chefe com problemas que possa resolver. Caso leve um problema, leve a solução; 3 não se queixe sobre seus colegas de trabalho, tente resolver as coisas de outro modo; 4 não traga seus problemas pessoais para o trabalho ou deixem que possam interferir em sua capacidade de realizar o trabalho. Mostre que é confiável; 5 respeite o tempo do chefe, as pessoas em posição de supervisão são muito ocupadas; 6 não faça seu chefe ter que supor o que você deseja, comunique-se de forma clara e direta; 7 finalize seus projetos, entregue a seu chefe o material que está completo e correto de modo que nenhum trabalho adicional tenha que ser feito; 8 não desperdice tempo, seu esforço ao desempenhar o trabalho fará que seu chefe o reconheça e ele levará isso em conta; 9 organize seus pensamentos antes de abordar o chefe; 10 respeite a autoridade de seu chefe, se não gosta de algumas ações ou atitudes não demonstre na frente de outras pessoas, encontre o melhor momento para fazer suas colocações; e 11 não tome como pessoais respostas bruscas ou gesto não amigável, caso você não tenha feito nada para merecer tal tratamento.


8 ERROS COMUNS QUE VOCÊ PRECISA EVITAR COM A SUA NETWORK


1 Não pedir ajuda: todos nós precisamos de ajuda em algum momento. Por isso é nosso dever sempre estar a disposição para ajudar. O mundo gira e não sabemos quando estaremos ocupando cada posição desta. Não hesite em pedir ajuda para entrar em contato com as pessoas certas. Isso ajuda o profissional a se conectar com mais profissionais que poderão ajudá-lo mais ainda no futuro.

2 Não manter contato com outros profissionais: mesmo estando empregado, já aprendemos nas páginas anteriores que devemos sempre ser vistos para sermos lembrados. Vai que uma oportunidade melhor aparece? Manter contato é estratégico para o sucesso.

3 Não fazer networkingonline: nem sempre estaremos a disposição para contatos presenciais, então já vimos que é necessário usar as ferramentas a nosso favor. Existem ferramentas profissionais como o linkedin mas as outras redes sociais também podem ser usadas. Lembrando sempre que devem ser usadas de maneira personalizada para ter sucesso no contato, ou seja, não adianta somente enviar aquele velho card genérico e encaminhar para sua lista, muitas pessoas visualizam e nem respondem. Tem que personalizar, usar o nome da pessoa: “fulano, lembrei devocê quando li isto”, enfim, personalize e faça o contato.

4 Não agradecer pela ajuda: certa vez procurei um grupo no “zap” que faço parte e pedi indicação de filmes para enriquecer as vídeo aulas do curso online Autoconhecimento e o Poder da Marca Pessoal. Expliquei para que cada filme serviria e com isso, até fiz uma divulgação do curso, a cada um que contribuiu, selecionei a indicação, chamei pelo nome e agradeci. Isso é só um exemplo de como não podemos esquecer de sermos gratos às pessoas.

5 Não ajudar os outros: lembre que o networking é reciprocidade, não é uma via de mão única, o profissional que pede ajuda também deve ajudar. 

6 Egocentrismo: a sua network serve para formar relações de benefício mútuo. Evite focar demais nas suas necessidades e esquecer as dos outros. Quando conhecer um possível contato profissional fale sobre si mesmo de modo objetivo e faça perguntas, demonstrando interesse na outra pessoa. Antes de pedir algum favor, pergunte se tem algo que você possa fazer pela pessoa.

7 Muitos contatos: tente resistir à armadilha de considerar que ter muita gente na sua rede será melhor que o contrário. Essa máxima não é verdadeira. Você pode até ter poucas, mas que sejam boas e realmente úteis. Não saia por ai anotando todos os contatos indiscriminadamente, faça contatos que certamente poderão enriquecer a sua rede, seja criterioso.

8 Falta de acompanhamento: conhecer uma pessoa uma única vez em um evento não faz dela um contato. Para que você possa estabelecer uma relação é fundamental realizar o famoso acompanhamento, já vimos isso na fórmula da amizade. Após a primeira conversa garanta que vocês vão continuar se falando, seja por meio das redes sociais, do telefone ou pessoalmente. É claro que você não precisa se tornar o melhor amigo dessa pessoa, mas também não vai querer ficar conhecido como o inconveniente que só aparece quando precisa.

Para encerrar nosso capítulo, vamos testar se você já sabe fazer networking?

TESTE: VOCÊ SABE FAZER NETWORKING?[1]

1Sua rede de contatos é formada basicamente por:
a) Amigos com os quais estudei e que hoje estão bem colocados no mercado.
b) Amigos, ex-colegas de trabalho e profissionais de minha área de atuação e ramos próximos.
c) Apenas amigos, com quem trato mais de temas pessoais.

2Quando você conhece um contato em potencial, como você se apresenta?
a) Digo apenas o ramo em que trabalho e encerro a conversa.
b)Sou objetivo: digo três coisas das quais gostaria que as pessoas se lembrassem.
c) Conto a história da minha vida profissional.

3Antes de ir a um evento profissional, você:
a) Espera para ver quem encontrará no local.
b) Pesquisa quem estará lá para saber o que e com quem falar e leva cartões de visita.
c) Leva cartões de visita.

4Em reuniões, feiras e congressos, como você se comporta?
a) Fico quieto no meu canto ou só converso com conhecidos.
b) Tento conhecer o maior número de pessoas possíveis e trocar cartões.
c) Conheço algumas pessoas e falo apenas o necessário.

5 Após esses eventos, como você mantém o contato com as pessoas?
a) Não mantenho.
b)Envio um e-mail retomando assuntos tratados e digo como posso ajudá-lo.
c) Entro em contato novamente quando preciso de algum favor ou tenho algo a oferecer.

6Em ordem, quais formas de contato você mais usa com parceiros de trabalho?

a) Ambiente virtual, telefone, encontros pessoais.
b) Encontros pessoais, telefone, ambiente virtual.
c) Telefone, ambiente virtual, encontros pessoais.

7onde você busca fazer contatos?
a) Apenas em ambientes de trabalho.
b) Em qualquer lugar. Bons contatos surgem a qualquer hora.
c) Redes sociais e amigos.

8Como você usa o Linkedin para fortalecer seus contatos?
a) Atualizo meu currículo.
b) Busco empresas que me interessam para ver se tenho conhecidos que podem ajudar em um primeiro contato.
c) Atualizo meu perfil e contato apenas amigos, apostando no "quem indica".

9 Na hora de contatar as pessoas via Linkedin, você:
a) Manda uma mensagem padrão para diversas pessoas.
b) Manda uma mensagem personalizada para os contatos.
c) Manda um convite, mas sem explicar porque está interessado em se conectar com aquela pessoal.

10 O que o motiva a manter um contato?
a) Não tenho muita motivação.
b) Interesses em comum.
c) Disponibilidade de tempo.

RESULTADOS

Se a maioria das suas respostas foi A - Rede frágil: Seu investimento na formação da sua rede de contatos é regular. Lembre-se de que é preciso ter interesse nas pessoas com as quais você se relaciona e não apenas nos negócios que o contato pode gerar. Talvez seja hora de repensar em como você está tratando seus relacionamentos sociais

Se a maioria das suas respostas foi B - Rede bem tecida: Você está no caminho certo e reconhece que ter uma rede de contatos bem estabelecida é essencial para a carreira. Além disso, parece entender que fazer contatos é uma troca, é menos vender o seu lado da história, e mais ouvir o outro lado.

Se a maioria das suas respostas foi C - Rede esburacada: você até tenta, mas comete alguns deslizes quando o assunto é criar sua rede de contatos. Procure se interessar mais pelas pessoas e se preparar melhor para eventos e encontros que permitam ampliar suas relações sociais

REFERÊNCIAS DESTE TEXTO

SCHAFER, Jack. Manual de persuasão do FBI. Tradução de Felipe C. F.Vieira. São Paulo: Universo dos Livros, 2015.
CILETTI, Dorene. Marketing pessoal. São Paulo: Cengage Learning, 2013.




[1] Disponível em https://economia.uol.com.br/quiz/2014/07/15/voce-sabe-fazer-networking-teste-se.htm


OS 4 ELEMENTOS DA FÓRMULA DA AMIZADE





Schafer (2015) ensina “A Fórmula da Amizade” que consiste em um continuum de quatro características: proximidade, frequência, duração e intensidade. Estes quatro elementos podem ser expressos usando a seguinte fórmula matemática:

Amizade = Proximidade + Frequência + Duração + Intensidade


1 Proximidade é a distância entre você e outro indivíduo e, sua exposição a esse indivíduo com o passar do tempo.
2 Frequência é o número de contatos que você tem com outro indivíduo.
3 duração é a quantidade de tempo que se passa com outro indivíduo.
4 Intensidade é o quão fortemente você é capaz de satisfazer as necessidades psicológicas e/ou físicas de outra pessoa por meio de comportamentos verbais e não verbais.

Você também pode se retirar de relações indesejadas ao lentamente diminuir cada um dos elementos básicos da Fórmula da Amizade. Essa diminuição gradual irá afastar a pessoa indesejada sem ferir seus sentimentos e sem parecer uma ruptura abrupta na relação. Na maioria dos casos, a pessoa indesejada irá naturalmente chegar à conclusão de que a relação não é mais viável e irá procurar novas interações, mais gratificantes.
Isso serve para os relacionamentos amorosos que vão chegando ao fim também. É possível dessa forma, se retirar da vida de outra pessoa sem causar graves problemas para ninguém.

Depois de refletirmos sobre como criar, agora é hora de pensar em como manter a sua network formada.
Então, quem é visto é lembrado. Essa frase antiga faz sentido para você? A formação de uma network real pode levar meses, até anos. Não basta ficar acrescentando novos membros, tem que saber mantê-los.
Eu conheci um amigo em um curso de Coaching, lembro-me de tê-lo visto meses antes no curso do Empretec. Pronto já tínhamos coisas em comum, dentre elas a vontade de estar sempre se aperfeiçoando. Conectamos-nos e percebo nele um comportamento muito inteligente: ele sempre se faz útil. Isso mesmo! Ele sempre entra em contato comigo de tempos em tempos, não só para saber como estou, mas sempre me envia cards com palestras e eventos sobre Marca Pessoal, sobre imagem, sobre empreendedorismo feminino que ele sabe que são assuntos que me interessam. Sempre me indica para amigas que desejam empreender, para mães que ficaram fora do mercado de trabalho e precisam de uma Coach para tratar de vocação, de autoconhecimento.
Desse modo, com esse comportamento positivo meu amigo ativa o gatilho mental da reciprocidade. Conscientemente ou não, sempre que alguém me procura para indicar um curso de oratória eu indico o curso dele. (rsrsr) Ainda dou o contato da gerente comercial dele, aviso que tal pessoa irá ligar, ou seja, faço a venda para ele antes.
É mágico né?

Você faz parte de grupos no whattsapp? Se a sua resposta for sim, você sabe que é “um mal necessário” né? Tem coisa mais irritante do que aqueles cards de bom dia todos os dias?  E aquelas correntes de oração? Imagino que você não queira ser visto como o chato do grupo, né? Então, não mande esse tipo de mensagem, elas são muito mal vistas.
Também não use seu grupo de “zap” como um outdoor somente para divulgar seus cursos, seus produtos e eventos. Fica muito chato, observe quais são as regras do grupo e tente obedecer.


NETWEAVING – JÁ OUVIU FALAR?




Pode ser entendido como uma ressignificação conceitual do networking. É fortalecer ou criar redes através da conexão entre as pessoas, enquanto no networking as pessoas se aproximam esperando algo em troca, no netweaving as pessoas se conectam, se aproximam sem este compromisso, o objetivo é troca de experiências. O netweaving traz o conceito filosófico de “fazer o bem sem olhar a quem”. Está se falando ai de uma relação duradoura que em curto prazo, não necessariamente pode trazer resultados.



REFERÊNCIAS DESTE TEXTO

SCHAFER, Jack. Manual de persuasão do FBI. Tradução de Felipe C. F.Vieira. São Paulo: Universo dos Livros, 2015.
CILETTI, Dorene. Marketing pessoal. São Paulo: Cengage Learning, 2013.


Bom vou terminando por aqui.
Espero que tenha gostado dessas dicas.

       No próximo texto falarei sobre 9 DICAS PARA CRIAR RELACIONAMENTOS POSITIVOS COM OS COLEGAS DE TRABALHO



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12 DICAS PARA CRIAR UMA NETWORK FORTE E CONSISTENTE



Net = Rede.
Work = Trabalho.

É importante que se entenda que rede refere-se às pessoas da sua relação profissional e social. É formada por pessoas que podem ser contratadas, indicadas e que possam se ajudar mutuamente.



Perceba que pesquisas mostram como grande parte dos cargos são ocupados por indicações, o popularmente conhecido QI = que significa “quem indica”. Agora reflita comigo: quem você indicaria para uma vaga de emprego? Normalmente indicamos quem confiamos, concorda? Indicamos quem tem o perfil para a vaga e não irá nos decepcionar.
Por que uma empresa aceita a sua indicação? Uma empresa aceita uma indicação por confiar em seu funcionário.Normalmente aquele que indica assina embaixo sobre a qualidade do indicado. As chances de a empresa acertar são maiores.

Networking com “ing” no final refere-se ao processo em si, à todas as ações e cuidados para se construir e manter a sua network.
Importante destacar que neste processo está subjacente a ideia de reciprocidade, pois a network deve sustentar relações mutuamente benéficas. É o famoso ganha-ganha. Quanto mais pessoas você conseguir atrair para sua rede, maiores serão as oportunidades.

De acordo com pesquisas recentes sobre o tema, os comportamentos de networkingpodemserde cinco tipos: paramanutençãodecontatos, para socialização,para participação em atividades profissionais, para participação em atividades da comunidade ou para oaumento de visibilidade. Qualquer uma das referidas situações tem imbricada uma “forma de estar” perante o networking, ao nível de estratégias, atitudes e mentalidades.

Então, ao pensar em network devemos encará-la como uma ferramenta possível para construção e conservação de relacionamentos vantajosos, que favorece conexões interpessoais poderosas para trazer ganhos a todos os envolvidos.
Outra premissa importante é que é necessário construir os relacionamentos antes de precisar, é essencial reputação, confiança e procurar satisfazer os interesses dos outros. Fazer networking não é falar com as pessoas só quando se está precisando delas. É valorizar seu capital social. Todos os contatos podem ser Fontes de boas informaçõese de veiculação de ideias.

Existe uma conexão entre atitude, personalidade e imagem. Quando elas estão em sincronia, passam uma forte mensagem de confiança e sabemos que confiança gera coisas boas. O networking estratégico depende muito de você passar a imagem correta para o mundo. 

Por isso sempre afirmo em minhas palestras que um bom networking ajuda a consolidar uma marca pessoal forte, consistente e diferenciada e vice-versa. Pois, quando a sua Marca Pessoal transmite credibilidade e confiança, você consegue atrair e conectar as pessoas certas para fazer parcerias.

Fazer networking é estabelecer uma rede de relações pessoais que permite a troca de ideias, conselhos, informações, referências, contatos e sugestões, onde competências, habilidades e talentos são compartilhados e fortalecidos.

12 DICAS PARA CRIAR UMA NETWORK FORTE E CONSISTENTE


1 Participe de eventos presenciais


palestras, mini-cursos, workshops, gratuitos e pagos. Alterne os lugares que frequenta, tanto para o cafezinho como para as compras ou cursos de atualização. Assim você gera novas oportunidades. Eu mesma constantemente faço parte de eventos, estou sempre me atualizando em cursos presenciais e fazendo conexões com diferentes pessoas. Quanto mais cursos bons,maior a sua chance de se conectar a mais pessoas interessantes.

2 Leve sempre seu cartão de visitas


uma vez em uma palestra, uma pessoa me perguntou se cartão de visitas ainda era um necessário investimento e, para a surpresa de metade da plateia, eu afirmei que sim. Costumo dizer que o cartão de visitas apresenta a identidade da sua marca (ou empresa), logo, já é um veículo para informar a seu novo contato, com o que realmente você trabalha. Pense no seguinte: imagine um profissional de marketing. Normalmente profissionais de marketing são criativos, inovadores, certo? Pois bem, agora imagine um cartão de visitas simples, desses quadrados com algumas informações sobre o profissional. Agora responda: combina? Certamente não. Perceba como são os cartões desses profissionais: cores variadas, formatos variados, ou seja, comunicam a identidade visual para seu contato. Olha os exemplos a seguir:



3 Quando for falar de você


tente não ser exaustivamente detalhista, fale com naturalidade o que você faz profissionalmente. Planeje antes o que irá falar de modo rápido e objetivo, para não ficar chato.Lembra das entrevistas de seleção de emprego? Então, tem parte mais complexa do que quando perguntam “fale-me de você”. Saiba que 10 em cada 10 entrevistas terão essa pergunta, então planeje antes o que irá dizer. E em se tratando de eventos presenciais, onde pessoas até então desconhecidas querem saber o que você faz, tente responder de modo objetivo, se você conseguir sintetizar em uma frase e se essa frase for bem humorada então, melhor ainda.

4 Manifeste interesse pela pessoa que você encontrou


pergunte sobre o livro dela, diga que leu, faça um resumo do que mais gostou. As pessoas adoram falar, principalmente de si, tente encontrar pontos em comum. Ouça com atenção, faça perguntas abertas, demonstre interesse e bom humor. para garantir que a pessoa esteja recebendo a informação correta e estabeleça um link de relacionamento (um assunto em comum). Quando você ouve com atenção genuína, dá para perceber os assuntos que interessam ao outro, buscar conteúdos que mostrem proximidade – assuntos em comum – é sempre uma boa estratégia. Vou dar um exemplo: você conhece alguém que nasceu no interior? Perceba que pessoas que nasceram no interior usualmente demonstram uma certa nostalgia pela infância feliz, com os pés no chão, subindo em árvores, brincadeiras mais livres e uma infância feliz, se este for seu caso, vocês descobriram um conteúdo em comum. Imagine quando um torcedor do Bahia encontra o outro? Entende? As pessoas se conectam com assuntos em comum.

5 Mantenha-se informado(a)


faz a diferença saber as informações mais atuais que estão circulando. Inicie as conversas e procure focar. Fale menos e ouça mais. E muito cuidado com assuntos polêmicos: discutir política na atual conjuntura é uma péssima ideia. A nossa sociedade está muito polarizada, entrar em embate político, ideológico ou filosófico, pode não ser uma boa alternativa para quem deseja fazer conexões com diferentes e estratégicas pessoas.

6 Saiba se expressar e seja claro


já foi dito algumas vezes que o processo comunicativo eficiente precisa integrar o senti, o pensar e o agir. Precisamos aprender a escutar, processar e só depois emitir uma opinião. Para expressar o que pensamos e sentimos, o ideal é usar palavras simples e não fazer rodeios. Existem pessoas muito prolixas, para contar uma coisa mínima dá uma volta enorme e haja paciência para esperar que ela conclua o pensamento. Outras interrompem demais, parecem que só elas falam coisas interessantes e não tem paciência de ouvir o outro. Se expressar de modo claro tem relação com as expressões que usa, com a fisiologia do corpo e com as intenções.

7 Partilhe ideias e convide o outro a opinar sobre elas


como dito anteriormente, é importante fazer perguntas abertas para favorecer que o outro se expresse até você achar um ponto em comum.

8 Quando for expressar a sua opinião a um grupo


certifique-se de quem é a sua audiência para adequar sua linguagem e não aborde temas polêmicos. Respeite a diversidade humana e compreenda que cada pessoa tem a sua maneira de pensar, agir e falar.

9 Reserve um horário para rever aquelas pessoas que você não encontra há algum tempo


mantenha contato com os participantes da sua Network. Não só para manter a relação aquecida, como para manter a lealdade dos demais. Não é de bom tom procurar seus contatos apenas quando precisa de um favor. Trate seu network como uma irmandade, em que existe fidelidade e ajuda mútua. No caso de necessitar de um favor, perceba se a pessoa entendeu suas intenções.

10 Não fale mal dos outros


é um hábito horrível que é preciso evitar a todo custo. Sabemos que este comportamento é normal e de certo modo aceitável, visto que muitos de nós o praticamos. Mas demonstra falha de caráter. E saiba ainda que quem fala mal de alguém com você, falará de mal de você com outra pessoa. Evite esse mal crônico que assola as empresas, os grupos sociais de modo geral. Evite essa prática a todo custo. Evite!

11 Respeite as regras básicas da ética corporativa


não use seu network para pegar contatos de outras pessoas, clientes e ideias ou espalhar boatos sobre a concorrência.

12 Seja você


Sinceridade, lealdade, envolvimento com o que faz, muitas vezes são mais importantes do que todas as técnicas acima.

   No próximo texto falo sobre os 4 elementos da fórmula da amizade 


REFERÊNCIAS DESTE TEXTO

SCHAFER, Jack. Manual de persuasão do FBI. Tradução de Felipe C. F.Vieira. São Paulo: Universo dos Livros, 2015.
CILETTI, Dorene. Marketing pessoal. São Paulo: Cengage Learning, 2013.

Bom vou terminando por aqui.

Espero que tenha gostado dessas dicas.


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OS 10 MANDAMENTOS DA COMUNICAÇÃO ASSERTIVA 



Comunicação assertiva é utilizar padrões e estratégias para possibilitar um aumento na eficácia da comunicação. É falar de maneira direta, sem rodeios, de modo claro e eficaz usando estratégias para que o outro consiga entender o que você quer transmitir sem ruídos.


1 A RESPONSABILIDADE DA COMUNICAÇÃO É DO COMUNICADOR


Já comentei sobre esse mandamento neste capítulo, o responsável por descobrir as expressões que serão melhor compreendidas pelo receptor é do emissor da mensagem. Isso tem haver com: aprender a ouvir e identificar o mapa mental do outro.

2 SABER O QUE QUER


            Este mandamento significa que você, que é o emissor da mensagem, precisa ter clareza do que quer dizer antes de começar a falar ou demonstrar algo. Arrume antes seu pensamento, pare para respirar. Ninguém pode obriga-lo a responder impetuosamente, você que quis se apressar em dizer algo.
            Então espere seu momento, respire, pare, pense o que irá dizer. Treinando esse padrão, você conseguirá inclusive, se arrepender menos de dar respostas impensadas e poder usar estratégias mais bem pensadas e ter sucesso no que diz.
Jack Schafer em 2015 publicou o livro Manual de persuasão do FBI, indica um exercício simples, que julguei interessante apresentar a você:

EXERCÍCIO - Você sabe o que quer?

Aqui está algo que você pode tentar no trabalho. Perceba três pequenas coisas que você não gosta ou não quer que aconteça no ambiente de trabalho.
Por exemplo:
- eu não quero ouvir outras pessoas ao telefone porque me distrai.
- Eu não consigo suportar quando não chego a um consenso nas reuniões de marketing.
- Eu não gosto quando os clientes são impacientes.

Agora, pegue seu problema – a negativa – e pense nele como um desejo positivo:
- Eu quero um lugar quieto para trabalhar onde possa me concentrar.
- Eu quero aprender mais sobre o que motiva meus colegas.
- Eu quero inspirar calma em outras pessoas.

Uma vez que você sabe o que quer, seja criativo e flexível e tente possíveis soluções. Se ouvir outras pessoas ao telefone é uma distração, compre um fone de ouvido. Se isso não funcionar, identifique quem o distrai mais e tente negociar um reposicionamento. Se isso não funcionar, diga ao seu chefe que você será mais produtivo em um ambiente silencioso e veja o que ele pode fazer.
Ou seja, o segredo é pegar todo o feedback que você conseguir e, com base nisso, mude o que faz até conseguir o que deseja.


3 SABER O QUE O OUTRO QUER


            Quando se ouve com atenção ao que o receptor diz e aos sinais que ele emite, você corre menos risco de responder o que ele não perguntou.
Além disso, quando você ouve, pergunta, presta atenção ao que o outro diz, você atende plenamente às expectativas dele. Não é uma questão de adivinhar “o que a pessoa está querendo dizer”, é uma questão de ouvir, perguntar para não restar dúvida e assim poder corresponder.

4 OBSERVAR AO INVÉS DE JULGAR


            Esse quarto mandamento é um exercício constante porque o julgamento faz parte do padrão das pessoas e das relações. Julgamos a todo instante. Quando inicio uma palestra onde tenho impressão ou certeza que ninguém me conhece, gosto, quando possível, de me posicionar a frente da plateia antes do início da palestra. No momento que me olham, fazem inúmeros julgamentos a meu respeito. Após 60 segundos a minha imagem já não representa mais uma novidade, então, a minha roupa, meu sapato, meu cabelo não serão mais o alvo da atenção, porque já houve uma acomodação. As pessoas já se acostumaram a mim e assim, o que eu falar a partir de agora pode ser ouvido com atenção.
            Em uma conversa, enquanto estamos ouvindo, estamos julgando a pessoa. Nosso cérebro não para. A comunicação assertiva exige que o “eu julgador” seja silenciado, para que a sua comunicação seja clara e livre de opiniões preconceituosas. Inclusive, essa é uma premissa do trabalho de Coaching. Quando estamos em estado de flow, ou seja, estado de pura atenção, escuta ativa e atenção genuína à pessoa, ao meu Coachee, eu preciso silenciar e distrair meu self 1, meu “eu julgador”, caso contrário as minhas perguntas se concentrarão no problema e não na solução.
            Eu recebi no consultório uma Coachee de quase 40 anos, que pretendia fazer transição de carreira. Era funcionária pública e queria ser boleira. Em nenhuma sessão, em nenhuma ferramenta aplicada nas sessões ela havia declarado que gostava de vender ou que tinha habilidade de persuasão, ao contrário, declarava inúmeras vezes que era muito calada, reservada, insegura e estava mais voltada para o mundo dela. Inúmeras vezes meu coração, minha cabeça diziam “meu Deus, como ela quer mudar tudo, jogar tudo para cima, quer vender um serviço se não se acredita pronta para fazê-lo. Ela está em que mundo?”
            Mas eu não podia dar atenção a minha voz interior. A essa voz do eu julgador, meu Self 1, que julgava que ela estava em devaneio, que aquilo podia não ser bom para ela. Eu precisava prosseguir com as perguntas poderosas e todas as técnicas para fazê-la perceber que precisava de mais recursos antes de se jogar na nova empreitada. Sem julgamentos, calando o self 1.

5 ENTRAR EM RAPPORT (SINTONIA)


            Já falei do rapport acima, essa é uma expressão da PNL e significa criar uma atmosfera de ambiente seguro entre duas ou mais pessoas. Quando se estabelece o rapportas pessoas sentem um ambiente de afinidade, empatia e serve para criar um estado de confiança. O rapport pode ser dividido em duas etapas: acompanhar ou espelhar (se deixar influenciar pela pessoa) no primeiro momento e conduzir (influenciar a pessoa).
           

6 CALIBRAR O INTERLOCUTOR


            Esse sexto mandamento traz a expressão calibrar que pode ser entendido como criar a ponte com a outra pessoa, tentar estabelecer uma sintonia. O processo de sintonia mental pode iniciar no subconsciente e uma ótima maneira de possibilitar isso é fazendo espelhamento, que é uma maneira de criar rapport.

7 VARIAR A PERSPECTIVA  - colocar-se no lugar do outro


            A tão famosa empatia é uma tentativa de sentir o que uma outra pessoa está sentindo  e compreender os sentimentos e emoções do outro. Tentar entender as razões que levam uma pessoa a agir de determinada forma é um exercício complexo e vital para relações saudáveis.

8 ATENÇÃO À FORMA DE FALAR


            Este oitavo mandamento expressa o cuidado necessário com a forma de falar, o tom, o uso de cada palavra, o momento, e as expressões faciais e corporais. Caso não haja sincronia nesses elementos você até pode ter razão, mas tudo se perde porque escolheu o momento errado, o tom errado ou foi mal interpretado, pois se descuidou de algum detalhe.
            Sempre devemos lembrar que conteúdo e forma importam muito. Você pode ter um excelente conteúdo, mas se embalado de maneira equivocada, pode provocar ruídos. Imagine você ansioso para abordar um assunto delicado com alguém que está ocupado ou com pressa? Não vai funcionar.
           

9 USAR DIFERENTES TIPOS DE LINGUAGEM


            Este mandamento sustenta o primeiro que trazia que a responsabilidade da comunicação é do comunicador, ou seja, para que a comunicação seja eficaz devemos ouvir bem o receptor para saber como é o mapa mental dele. Faz sentido para você que se o emissor conseguir identificar se o mapa predominante do outro é visual e usar expressões mais visuais ele terá mais sucesso na comunicação?
            Tudo isso por que o emissor precisa transmitir suas ideias do modo mais simples e objetivo para o receptor decodificar. Não é ficar na situação mais confortável para mim e sim, o que é mais confortável para o outro entender.

10 MANTER CONTATO COM A METAPESSOA (SUA CONSCIÊNCIA)


Este mandamento sustenta que para a comunicação ser eficaz é necessário se observar durante todo o processo da comunicação, para saber identificar o momento adequado para calar, ouvir, silenciar por dentro e variar a linguagem, enfim, se perceber como um observador e poder garantir a melhor postura durante o processo.

COMUNICAÇÃO PERSUASIVA


Todas as pessoas que possuem uma Marca Pessoal forte conseguem influenciar as pessoas. Quando se estrutura uma reputação consistente, expressões como confiança, credibilidade e confiabilidade estarão presentes.
Para garantir isso, precisa existir uma conexão entre atitude,personalidade e imagem. Quando elas estão em sincronia, passam uma forte mensagem de confiança, e confiança gera bons resultados.

Persuasão é a arte de influenciar entusiasticamente as pessoas a fazerem o que precisa ser feito naquele momento. 

Para a persuasão ser realmente eficiente, é necessária a presença de três elementos básicos: confiança, lógica e emoção. A primeira impressão conta muito e pode ser determinante para o sucesso da comunicação persuasiva, a confiança pode ser conquistada por meio de atitudes (linguagem corporal, tom de voz) e da imagem pessoal. A lógica se traduz pela sua posição, apresentação ou ponto de vista que deve fazer sentido para a outra pessoa. E, para completar o processo, tem que agregar emoção ao que está dizendo. Seu argumento deve atrair a imaginação e, dessa forma, as emoções.

Demonstre esses três níveis para que a pessoa, grupo ou público sinta: eu confio em você,você faz sentido e você me toca. Confiança deve vir em primeiro lugar.
Coerção é fazer com que as pessoas façam o que você quer que elas façam.Convencer é fazer com que as pessoas queiram fazer aquilo que você quer que elas façam. É dessa forma que você toca os sonhos das pessoas e associa a realização desses sonhos a seu produto, serviço ou causa. É como você faz com que eles vejam, escutem, sintam e queiram.
Para o sucesso da comunicação persuasiva, saiba o que você quer, observe o resultado obtido e mude até que obtenha o resultado desejado.


REFERÊNCIAS DESTE TEXTO:

BIDART, Lucia de Bidart. Marketing pessoal: manual prático. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 2006.
O’ CONNOR, Joseph; SEYMOUR, John.Introdução a programação neuro linguística. Como entender e influenciar pessoas. 2ª ed. São Paulo: SUMMUS, 1990.
ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentospessoais e profissionais. São Paulo: Ágora, 2006.
SCHAFER, Jack. Manual de persuasão do FBI. Tradução de Felipe C. F.Vieira. São Paulo: Universo dos Livros, 2015.

O texto anterior abordou os 7 pontos da comunicação assertiva

Bom vou terminando por aqui.
Espero que tenha gostado dessas dicas.



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